Em 2018 tive a felicidade de poder participar do ODSC (Open Data Science Conference), um evento de tecnologia voltado para área de Ciência de Dados, comentei um pouquinho sobre essa experiência aqui neste post.

Durante a viagem, vivi diversas experiências interessantes e muitos desafios. O primeiro foi o idioma, por mais que estudamos aqui no Brasil, chegando lá, percebemos o quanto ainda precisamos estudar para alcançar a tal fluência no inglês. Mas deu tudo certo.

Durante os 10 dias que fiquei nos Estados Unidos, sete, foram em San Francisco (Califórnia) e no próprio Vale do Silício e outros três foram em Seattle e Redmond (Washington), conhecida por abrigar a sede da Microsoft, uma cidade incrível.

No Vale meu principal objetivo era vivenciar o máximo possível de experiências com tecnologia, conversar com pessoas locais, entender a região e respirar o ar onde mais se faz dinheiro com tecnologia no mundo 🙂

Começando com duas curiosidades, sabem porque Vale do Silicio? O nome se deu devido as empresas concentradas nesta região (Baía de San Francisco) e na época já consideradas promissoras AMD e INTEL utilizavam o material “silício” como principal elemento na composição dos processadores/chips fabricados. Desde então, o nome passou a ser utilizado para referenciar a região.
Outra curiosidade, que eu só descobri quando estava planejando a viagem é que o Vale do Silicio na verdade é um aglomerado de diversas cidades, porem, todas bem pequenas e as empresas residem nessas cidades. Se tiver curiosidade, de uma olhada neste post

Caminhar pelo Vale do Silicio a pé foi uma das coisas mais legais, ver as casinhas típicas americanas, crianças brincando na rua a duas quadras das empresas que mudaram o mundo com suas inovações.

Um dos primeiros lugares que conheci foi a Stanford University, lugar inspirador. Dizem que os primeiros desbravadores e “criadores” do Vale do Silicio eram de Stanford. Uma universidade muito bem conceituada principalmente nos cursos de Tecnologia. Reservei umas 3 horas para passear dentro do campus que parece uma cidade, com ruas, ônibus, e muitas, muitas bicicletas.

Saindo de Stanford, peguei um Uber rumo ao Facebook e por coincidência era Brasileira, batendo aquele papo bacana durante o trajeto ela foi contanto diversas curiosidades sobre a região, disse que é normal pessoas “famosas” do mundo da Tecnologia pegar Uber por ali, comentou também sobre o alto poder aquisitivo da região e até de um restaurante chamado Buck’s que é considerado o mais famoso do Vale. O lugar foi ponto de encontro de grandes investidores na época do “pontocom”, frequentado por grandes celebridades e dizem até que muitas das tecnologias que revolucionaram o mundo iniciaram em conversas durante um cafezinho no Buck’s. (Imagens do blog porque não tirei foto no local).

Saindo do Buck’s fui para o Facebook. Eita lugar doido, galera com Notebook fazendo piquenique e trabalhando ao mesmo tempo. Infelizmente não pude entrar, mas fiquei feliz de estar ali.

E olha o que tem atrás da placa do Facebook

O lugar onde é o Facebook hoje já foi da Sun Microsystems, uma potencia, mas que teve seu fim, na verdade foi comprada pela Oracle em 2009.

Mark Zuckerberg não substituiu o sinal da Sun Microsystem. Em vez disso, ele virou e colocou o nome do Facebook na frente. Por quê?
O logotipo da Sun lembra os funcionários para se manterem motivados. Ele demonstra o que pode acontecer quando você está no topo, mas não consegue inovar. Impressionante, essa placa cheira historia.

Depois de um cafezinho no Starbucks ao lado do Facebook, peguei o busão rumo a uma das casas mais famosas do Vale… já viram essa garagem em algum filme?

Uma das garagem mais famosas do mundo, onde Steve Jobs e
Steve Wozniak uniram suas cabeças brilhantes e desenvolveram os primeiros protótipos daquilo que mudaria como o mundo utiliza smartphone e computadores pessoais. Muitos consideram essa casa como a primeira sede da Apple.

E falando em Apple, depois de viajar no tempo com essa casa fui visitar a sede atual, considerada uma das arquiteturas mais impressionante do Vale.


E para fechar o ciclo de visitas no Vale, partiu Google.
As famosas bicicletas realmente existem (rsrs), o campus respira tecnologia e de todas que visitei foi onde percebi a maior existência de Jovens (diria de 25 anos para baixo). No mesmo formato do Facebook, o Google é composto por diversos prédios, alguns até com nomes de produtos específicos como, Youtube, Maps etc.

E assim fechei minha passagem pelo Vale, durante todos esses dias passei por outras empresas como Linkedin, Ebay, Oracle entre outras muito conhecidas do nosso dia a dia. Fui uma experiência incrível.

Depois do Vale fui para Seattle, onde participai de alguns Meetups de Big Data e também aproveitei para conhecer a sede da Microsoft em Redmond.

Foram 10 dias, 95km de caminhada, 4 cidades, 2 países (conexão no Canadá), muitas horas de voo, poucas horas de sono, muitos aprendizados técnicos e principalmente bagagem para vida. Valeu a pena e se Deus quiser em breve voltarei.